DIÁRIO DA COPA Jogo 4 – algumas lições:

Diário atrasado…  Compreensível, fomos espremer uma laranja e ela nos engoliu. Um suco azedo pra caramba que desceu amargo goela abaixo! Não foi a melhor experiência da minha vida, porém longe de ser a pior, caso fosse uma eliminação nas semi-finais por aquele país azul e branco pilotoado por um certo baixinho –  muito mais marrento que o nosso – com barba grisalha, ar de pastelão e brinco de diamante na orelha…

O fato é que todos já sabíamos. Como um doente terminal: a gente sabe que ele se vai, mas não sabe quando e no canto esquerdo do peito bate uma esperança tão burra quanto teimosa de que um milagre aconteça… Aí a gente faz a nossa parte… Visita, reza,  investe, acredita porque seria doloroso demais jamais acreditar…

Mas cá pra nós, penso na incoerência da coerência. Se era coerente ter experiência e se, no auge da disciplina bastava um dedinho de inspiração, porque levar o inspirado à meia-bomba? Num certo momento ouvi um ocmentarista dizer que estávamos dependendo de um lampejo da genialidade do camisa 10. Oras, teria sido muito melhor esquecer um pouco do comando e carregar mais na alegria do talento.

Moral da história: Nunca a disciplina vencerá o talento. No máximo, disciplina e obediência podem potencializar o talento, mas jamais o superar… De repente ver a alegria ser substituída por uma expressão tão ríspida e um dedo em riste, era a prova que o ânimo do mestre contamina o discípulo – talento sem compreensão é vão…

Temos que ter calma com os geniais, nenhum gênio é 100% normal.

Temos que ter fé na juventude, eles estão loucos par anos mostrar o quanto podem.

Experiência não dá equilíbrio emocional a ninguém

Não se acredita nos outros, baseando-se no que somos ou fomos.

Não confie em músculos exaustos, púbis dolorido, coxa lesionada. Por mais talentosos que sejam os pés e por mais fiel  que lhe seja a mente que anima esse corpo…

Time é química, quase uma alquimia

Jogar pros lados nunca trouxe gol…

Jabulani puniu aqueles que lhe ajeitaram na rede com as mãos…

Talento sem himidade é só arrogância.

Talento sem inteligência é farsa.

Fomos patos com laranja porque faltou um ganso?

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Jabulani

Ela é leve, faz sua própria trajetória, alguém já disse que ela é “sobrenatural”. Foi chamada de “patricinha” – aquelas meninas mimadas, cheias de capricho. É fato que ela pode trazer a glória e num segundo fazer de um homem um rei ou num piscar de olhos deixá-lo atônito e perplexo entregue à amargura a se perguntar por que? Ela é voluntariosa, sim e, como toda mulher, já começa a ter seus segredos desvendados. Aos poucos vai se tornando dócil escolhendo aqueles que a tratam bem. Ela tem alma feminina e mulher é assim: mistério que atrai, beleza que copia e no final de tudo, os conquistadores percebem que simplesmente foram os conquistados por ela. Quando ela se dá, o prêmio é nosso e ficamos com os olhos acessos, o coração acelerado, a boca seca, a pele arrepiada, prontos a chorar ou a sorrir. Explodimos em prantos ou arrebentamos de alegria. Nada mais nos resta se não aceitar os caprichos dessa princesa e sorrir se eles nos favorecem. Ela tem nome de festa que sugere uma pronúncia nordestina: Jabulani! Princesa, redonda, astuta, seja-nos fiel! Nós te prometemos, honrar o teu nome e fazer uma grande celebração!

DIÁRIO DA COPA: Jogo 2

Alegria de pobre dura pouco… Tudo certo para assistir Brasil X Costa do Marfim em Laranjeiras, com samba de raíz do grupo Os Caetanos e eis que mi amore resolve cair de cama com febre, tosses e tudo o que não tinha direito. Conclusão:  assisti em casa mesmo. Não diminuiu a minha animação, mas acabou com a diversão [:(]

Divertido deve ter ficado para os vizinhos ver uma louca aos berros integralmente paramentada a trocar de badanas quando o gol não saía… Como é óbvio nessas questões supersticiosas, a bandana correta era a verde e amarela…

Não sei porque insisti com a branca…

Minha dúvida é: Devo usar a azul?

Melhor não… Azul é cor da frança e isso é mau agouro e da Argentina também. Quem merece as caras e bocas de Maradona!!!