Diário da Copa- Jogo 3

Caramba! O Rio é pura maravilha!

De 2ª a 6ª  se pararmos um carioca numa esquina qualquer da Rio Branco e perguntar onde ele está, certamente ele levará uns 3 segundos pra responder… Se demolirem um prédio e construirem uma outra coisa qualquer no lugar, teremos alguma dificuldade de descrever o que tinha ali antes da nova contrução. Sim, a gente anda correndo, atravessando em sinais vermelhos, desviando de de um monte de coisas que insistem em habitar a calçada. Sim, no geral estamos sempre atrasados e mesmo quando nao estamos corremos assim mesmo. A gente dá muxoxo por ter que aguardar alguma coisa, ainda que o tempo esteja sobrando.

Aos sábados depois das 14 horas e domingos as ruas do centro ficam desertas de dar medo. A população muda. Quem vai oa CCBB chega de táxi e se enfia lá dentro, sai de lá e se enfia num táxi. Quem não anda de táxi, reza. tem que te rmuita fome de cultura ou de lazer grátis e/ou barato pra bancar este desafio.

Hoje eu caminhei pelo Rio que deveria ser assim sempre. Pouco trânsito. Calçadas lotadas sem transtornos, Do Bairro de Fátima à Cinelãndia, churrasqueiras mil. Quem não estava de amarelo e verde, parecia ter inveja . O povo sorria e creio que além de comemorar a vitória que nçao houve, a classificação antecipada para as oitavas, comemorava o seu direito não de ir e vir, mas de ESTAR. Estar em comunhão com as cores verde e amarelo, estar entre amigo e perdoem-me: estar podendo fazer amigos.

Tudo tão bonito! A felicidade embeleza as pessoas e resgata o nosso espaço na cidade. Hoje todos que estavam nas ruas eram cariocas, tão somente por usufruirem da cidade e sentir-se brasileiros.

Era um consenso que o jogo foi horrível. Mas era fato que estávamos onde uitos nao conseguiram chegar. É mais ou menos assim que vivemos, felizes pelo que temos, felizes quando não perdemos. O brasileiro gosta de futebol e carnaval, mas antes de tudo ele gosta de folga, não pelo fato de não ter o nada o que fazer mas por ter muito o que fazer. Jogar conversa fora, perdoar os gols perdidos, amaldiçoar a trave, reclamar do juiz. Vestir-se com a simplicidade e estar muito chique mesmo estando igual. Porque a gente precisa ser igual, sem teorizar sentir-se parte de algo e quanto mais gente igual, melhor. Muitos do meu povo querem apenas o espaço para viver. Hoje o Centro foi nosso.No amanhã ninguém pensava, do jeitinho que a gente precisa viver.

Acho que por isso gosto tanto de futebol. E quem não gosta, é porque nunca pode viver esta festa. festa de jogo ganho ainda que sem vitória, festa de campeão ainda que não chegue lá.

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