É…
Sabe que nem senti o povo triste demais? Decepcionado, mas entristecido nem tanto. Era como a morte: Aconteceria com certeza, só não sabíamos exatamente quando. Não tem muito o que falar, tudo foi falado na partida. A melhor resposta seria a indiferença no aeroporto.
Ver Robinho vociferando, Kaká se arrastando em campo muito abaixo da capacidade, à espera de uma recuperação…
Os jogadores foram espelho do seu líder… Não podia dar mesmo boa coisa. Apostar num Kaká quebrado sem alternativa de reposição não é algo legitimo para quem bradou sua opção pela coerência…
Nunca esqueci de quando Dunga ergueu a taça em 94. Beijou-a aos palavrões, vingando-se daqueles que falavam que ele era um “grosso”, enquanto Cafu em 2002, era 100% Jardim Irene e explanava o na época famoso: “Regina eu te amo”, era a imagem da realização, prazer e felicidade. Mostrava ali o quanto o homem se completa nas suas conquistas. Belini, o criador do gesto de erguer a taça e exibi-la ao mundo, no véideo me pareceu tímido. Dizem que ao elevar o troféu com apenas uma das mãos recebeu orientação para levantá-lo com as duas, consagrando o gesto que seria perseguido por todo o mundo. Torres, o eterno capitão era alegria emocionada. Mas Dunga, desde o seu 1º reinado, era assim, cabelo espetado na época estilo consagrado por Schwarzenegger, muita gisticulação e berros mil. O técnico seguiu o caminho do jogador, com a agravante de querer que todos os jogadores o seguissem. Com o complicador de querer que a imprensa (em eventos como este, os olhos de quem está longe) permanecesse distante. Acreditando cegamente que a mística extra-campo ganha jogo. Bradou pela disciplina, isolamento e tantas coisas, quando é uma bola rolando e uma rede balançando no seu cada vez mais ífimo peso, o que que traz uma taça pra casa.
Tivéssemos tido alegria e mesmo perdendo estaríamos mais felizes…
Vida que segue, amanhã não tem telão na praça e o horário de almoço vai ser mais curto.
Dunga imprimiu nos meninos, a agressividade do berro, afinal sempre foi sua maior arma em campo. Tentou sufocar o talento, certo de que rédias curtas, isolamento e prepotência poderiam substituir os talentos por ele dispensados. Só isso. Meteu na cabeça dos moleques que o Hexa era nosso e só bastava pagar umas penitências… Se tivesse agido diferente, ganharíamos? Provavelmente sim. Com menos volantes e mais alegria no jogo, se não ganhássemos, pelo menos teríamos nos divertido muito mais.
Como o salvo-conduto de Dunga sempre foi o resultado e nada podia-se falar afinal, ele o apresentava às duras penas é bem verdade, já que cornetei antes, fico muito livre de cornetar, agora:
Vai em paz, mistura de Van dame com Shwazzenaeger!